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sábado, 6 de agosto de 2011

Tríduo de São João da Cruz

Ato de contrição

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro. Ante a vossa presença divina reconheço que pequei muitas vezes; e porque Vos amo sobre todas as coisas, pesa-me de Vos ter ofendido. Ajudado pela vossa divina graça, proponho-me não voltar a cair, confessar-me e cumprir a penitência que o confessor me impuser. Amem.


Oração preparatória para todos os dias

Extático S. João da Cruz, meu pai, desde a infância vós fostes inclinado para a piedade e a religião; vós praticastes as mais elevadas virtudes que vos colocaram num altíssimo grau de santidade, merecendo assim muitos e muito singulares favores de Jesus e Maria; fazei santo pai João da Cruz, vos peço, que o meu coração se afeiçoe a tudo o que seja piedade e religião e tenha coragem para praticar as virtudes próprias do meu estado, a fim de caminhar firme e seguro pelo caminho da perfeição e santidade.


Oração final para todos os dias:
Glorioso S. João da Cruz, meu pai, contemplai-me na vossa presença implorando a vossa protecção. Vós que tanto agradastes a Jesus e a Maria alcançareis tudo o que lhes pedirdes; intercedei, pois, por mim que carregado de misérias e faltas não consigo elevar minha oração ao trono do Senhor.
Eu quero corrigir-me e emendar a minha vida para servir fielmente ao Senhor. Peço-vos, meu pai S. João da Cruz, que me alcanceis a graça que necessito para vencer a minha fraqueza e perseverar no caminho do bem até ao fim da minha vida. Amém.


Meditação do primeiro dia.
Como árvore plantada junto às correntes das águas, assim Saõ João da Cruz ia crescendo em idade, perfeição e santidade. Não lhe era suficiente um ato de piedade ou uma virtude como se vê em muitos meninos inclinados ao bem; antes desejava mais, e como cervo sedento corria para as fontes das águas vivas, que é Jesus, e ali embriagava-se de divino amor, recebia a luz, calor e força que agigantava o seu espírito preparando-o para lutar contra o mundo, o demónio e a carne.
Vigiando sempre conforme o preceito do Senhor e mortificando o seu corpo ficava mais livre a sua alma para fazer o bem e subir a ladeira do Monte Carmelo em cujo cume se via a Cruz de Jesus Cristo que ansiava abraçar e nunca mais dela se separar. Foi assim que abraçando a Cruz o seu espírito de gigante se transformou, de tal maneira que, como o Apóstolo, podia dizer «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim».
Procurarei imitar o santo padre João da Cruz, tomarei a firme determinação de corrigir as minhas faltas e pecados e praticar sempre a virtude a fim de unir-me mais a Jesus.
Rezar três Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai e a oração final.


Meditação do segundo dia.
A reforma da antiquíssima Ordem do Carmo era obra para um gigante! Muitos trabalharam nela dedicando-lhe a vida, porém, porque era obra tão grande Deus preferiu escolher instrumentos mais débeis e não muito apreciados aos olhos do mundo. Assim, escolheu um pobre e sempre doente monja e um pequeno e desconhecido frade.
Não teriam sido escolhidos por Deus nem teriam concluído tão gloriosa reforma se antes não se tivessem reformado eles mesmos para serem exemplos vivos de perfeição e ensinar mais com obras que com palavras. Por isso, São João da Cruz aplicava-se decididamente À oração e à penitência que são as duas asas com que se ultrapassam todas as dificuldades para depois se ensinar e servir de guia para os outros.
Na minha oração e penitência imitarei São João da Cruz, pois desejo reformar-me a mim mesmo(a) a fim de ser agradável a Deus Nosso Senhor e merecer as bênçãos do Céu.
Rezar três Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai e a oração final.


Meditação do terceiro dia.
A morte é uma consequência do pecado. Por isso se diz que assim como foi a vida, assim é a morte. A São João da Cruz morreu como viveu. A sua vida foi modelo de virtudes; pela vida passou fazendo o bem à semelhança de Jesus; procurou sempre e apenas a glória de Deus e o bem das almas, sem se preocupar com dificuldades e sacrifícios que poderiam custar-lhe; cuidou sempre de purificar o seu coração do pó da terra para que a fogueira do amor divino que ardia no seu peito resplandecesse para todos.
Quando se aproximava a hora que o Senhor lhe havia revelado mais o viam feliz. Estava tranquilo e sereno, risonho e alegre, como quem vai ver os seus amigos mais queridos, como quem vai desembarcar numa praia de felicidade e ventura, como quem tudo entrega docemente a Deus!
Imitemos São João da Cruz se queremos uma morte tranquila, sossegada e doce. Fujamos de todo o pecado, pratiquemos a virtude, acendamos em nossos coração a fogueira do amor divino para que o Espírito Santo nos purifique; e, então, Deus nos concederá a morte santa dos Santos.
Rezar três Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai e a oração final

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