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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face

Santa Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face possuía uma alma sensível e delicada, que lhe proporcionou viver com simplicidade e cultivar com afeto e delicadeza, um profundo e dedicado Amor a DEUS. Tinha o hábito de se mortificar em honra ao CRIADOR. E assim, as atividades de cada dia, mesmo a menor e mais modesta, sempre as realizava com interesse e capricho, com o objetivo de demonstrar nas menores ações, o seu apaixonado e desmedido amor ao SENHOR. Desabrochou de maneira encantadora e encheu de vida a história da Igreja, que possui um belíssimo e perfumado jardim com as flores mais lindas e mais admiráveis, de aromas os mais diferentes, agradáveis e inesquecíveis, como o dela. São aromas que sintetizam a maravilhosa santidade de homens e mulheres, que souberam acolher e deixaram trabalhar em seu coração, as preciosas graças que o CRIADOR derrama igualmente sobre todos os seus filhos.

Assim que Terezinha entregou a sua bendita alma a DEUS, seu semblante foi envolvido pela alegria dos últimos momentos, mostrando um inefável sorriso. Logo começaram a ocorrer fatos extraordinários na Comunidade Religiosa. Uma irmã que tinha anemia cerebral, foi beijar os pés da "Santinha" durante o velório e propositalmente, com fé e decisão, neles encostou a cabeça. Ficou instantaneamente curada. Outra Religiosa ao entrar na cela vazia da Santa, sentiu um agradável perfume de violetas, não havendo ali nenhuma espécie de flor. No caixão, as irmãs colocaram uma palma nas mãos de Terezinha. Treze anos mais tarde, quando o caixão funerário foi aberto para proceder a primeira exumação, a palma estava perfeitamente intacta.

No sábado e domingo seguinte ao dia do falecimento, afluiu às grades do Coro, uma grande quantidade de pessoas, para visitá-la e prestar-lhe a última homenagem, ao mesmo tempo em que buscavam uma recordação de Terezinha. Com esta finalidade, muitas pessoas levaram terços, medalhas e até jóias, para tocar o corpo da Santa, transformando aqueles objetos em preciosidades, que sem dúvida foram guardadas diligentemente com fé e veneração. No meio da aglomeração, uma criança de 10 anos despertou a atenção de todos, ao dizer que estava sentindo um maravilhoso perfume de açucenas, naquele local onde só existiam flores artificiais que ornavam o caixão.


A PROMESSA DA SANTA

“Todos que me invocarem receberão a minha resposta”.(pág 314)

Um traço importante e de realce na devoção a Santa Terezinha, é a intimidade que logo se estabelece entre ela e seus devotos. Imediatamente ela passa a viver a vida deles, intervém em seu benefício nas menores particularidades, ajuda cada fiel a vencer as dificuldades e os consola nas tribulações, travando com estas almas um intercambio afetuoso e repleto de esperança na intervenção de DEUS. Conforme sua própria vontade, ela permanece próxima daqueles que a invocam, pois foi este o meio admirável que encontrou de passar a sua eternidade, ao mesmo tempo no Céu e na Terra, semeando benefícios em quantidade, para a maior glória do CRIADOR. Sobretudo, é notável em sua "Missão de Anjo dos Sacerdotes". O Papa Bento XV aconselhava a um Padre:“Invoque-a com fervor, porque a vocação de Santa Terezinha é ensinar aos Padres, Amar JESUS”.


BIBLIOGRAFIA

O pai de Terezinha chamava-se Luis José Estanislau Martin e sua mãe, Zélia Guérin. Ela nasceu MARIA FRANCISCA TERESA, em Alençon, na França, no dia 2 de Janeiro de 1873 e era a caçula de uma família com nove (9) filhos:

Maria Luisa, Maria Paulina, Maria Leônia, Maria Helena (faleceu aos 4 anos e meio de idade), José Maria Luis (faleceu aos cinco meses de vida), José Maria João Batista (faleceu antes de completar nove meses de nascimento), Maria Celina, Maria Melânia Teresa (falecida aos três meses de idade) e ela, Terezinha.

Em 9 de Abril de 1888 entrou no Carmelo de Lisieux. Por isso mesmo, é carinhosamente chamada de Terezinha de Lisieux.

Faleceu no dia 30 de Setembro de 1897, aos 24 anos de idade.

Foi canonizada pelo Papa Pio XI, em 17 de Maio de 1925 e proclamada Padroeira das Missões em 14 de Dezembro de 1927.

Por ocasião da celebração do Centenário de sua morte, em 19 de Outubro de 1997, o Papa João Paulo II a declarou “Doutora da Igreja”.

A Igreja celebra anualmente sua Festa no dia 1º de Outubro.


“SANTÍSSIMA TRINDADE, PAI, FILHO e ESPÍRITO SANTO, eu Vos agradeço todos os favores, todos os dons, com que enriquecestes a alma de Vossa serva TERESA DO MENINO JESUS, durante os 24 anos em que viveu e, pelos méritos de tão querida Santinha, concedei-me a graça que ardentemente Vos peço, se for conforme a Vossa Santíssima Vontade e para a salvação de minha alma”. (dizer a graça que deseja .....)

Rezar 24 “Glória” (Glória ao PAI, ao FILHO e ao ESPÍRITO SANTO, como era no princípio agora e sempre. Amém)

E também a Jaculatória:

“SANTA Terezinha do Menino Jesus e da Sagrada Face, rogai por nós!”

Rezar durante 9 (nove) dias seguidos.

ORAÇÃO

"Santa Teresinha do MENINO JESUS, modelo de humildade, confiança e de amor! Do alto dos céus derrame sobre nós estas rosas que levas em teus braços: a rosa da humildade para que vençamos nosso orgulho e aceitemos o Evangelho; a rosa da confiança, para que nos abandonemos à vontade de DEUS; a rosa do amor, para que abrindo nossa alma à graça Divina realizemos o único fim para o qual DEUS nos criou: Ama-LO e fazer com que ELE seja Amado, Tu que passas o teu Céu fazendo o bem na Terra, ajuda-me nas necessidades e proteja-me contra todo o mal. Amém."

Buissonnets é a casa da infância de Santa Teresinha. Uma relíquia que o peregrino não pode esquecer de visitar.

A casa bem conservada e bem cuidada, os móveis, utensílios e demais objetos dão ao visitante a sensação de estar na presença daquela criança que, a qualquer momento, pode descer as escadas trazendo sua boneca, com a intenção de brincar com uma de suas irmãs.


A própria Santa confessa que vivia feliz e alegre nos seus Buissonnets, mesmo quando, com a morte da mãe, tornara-se excessivamente tímida e perdera sua alegria natural. Contudo, não podemos esquecer de que ela qualifica o período que viveu nos Buissonnets, isto é, de 16 de novembro de 1877 a 9 de abril de 1888, como "o mais doloroso" de sua vida e que só sentiu verdadeira felicidade, nesse tempo, durante quinze meses. Por outro lado, foi nos Buissonnets, na noite de natal de 1886, que aconteceu sua verdadeira e grande conversão, quando ela se reencontrou com a beleza e a alegria do seu caráter de criança, mesmo entrando no seio da vida".

Quando a família Martin veio morar nos Buissonnets, esta propriedade já era centenária.

Em 1784 já existia e pertencia, então, ao Sr. De Mourchevilie.

Quando o Sr. Martin a alugou, aos 15 de novembro de 1877,os Buissonnets eram dos Consortes Cavé e, em fevereiro de 1878, passou para o casal Levallois.

Em junho de 1888, houve um incêndio no imóvel vizinho aos Buissonnets. Após o incêndio, o Sr. Martin comprou o imóvel danificado, com a intenção de aumentar o terreno dos Buissonnets, que ele pensava também em adquirir; o que não aconteceu, porque, já doente, foi internado no "Bom Sa1vador", aos 12 de fevereiro de 1889.


0 aluguel dos Buissonnets terminou aos 31 de dezembro de 1889, quando os seus móveis foram espalhados, sendo que alguns foram dados ao Carmelo.

Aos 12 de junho de 1904, 0 Sr. Roucher comprou os Buissonnets por 1500 francos e os vendeu ao Dr. La Neele, aos 29 de dezembro de 1909, por 5000 francos.

A fachada da casa, revestida com um revestimento esbranquiçado, ficou de tal maneira que os primeiros peregrinos, em 1910, não puderam reconhecer a casa da infância da Santa. Mesmo assim, o número de devotos foi crescendo a ponto que o locatário pensou em cobrar cinco francos por visita.


Em fevereiro de 1911, Os Buissonnets foram alugados à senhora Hassebroucq, que lá se instalou com suas filhas. Essa senhora, muito ligada ao Carmelo, recolocou nos seus antigos lugares os móveis que foram tirados dos Buissonnets em 1889.

Em abril de 1911, irmã Maria do Sagrado Coração noticiava a Leônia o crescimento dos peregrinos que queriam visitar os Buissonnets e anotava: "Antes de ontem, foram dois padres, dos quais um veio do Brasil". De maio a setembro, foram 800 visitantes.

Em setembro de 1912,a senhora Hassebroucq voltou para a Bélgica e a casa foi entregue aos cuidados da família Roques, que terminou se aborrecendo com os problemas que lhe ocasionavam os peregrinos e, assim, a 1º de outubro de 1913, entregaram Os Buissonnets a Mikaelle Castel, irmã mais velha de Irmã Maria da Trindade, antiga noviça de Teresa. Assim, por orientação do Carmelo, Mikaelle e sua mãe ficaram encarregadas do atendimento aos peregrinos, enquanto que Marvelle de la Tour cuidava de uma butique, que fora aberta em 1912, para vender imagens, santinhos, livros e lembranças.

Em 1913, começaram os trabalhos de organização da casa. Por desejo de D. Lemonnier, 0 quarto de Teresa foi transformado em oratório e nele foi celebrada a primeira santa Missa, aos 10 de dezembro de 1914.

0 número de peregrinos cresceu muito durante a guerra de 1914 a 1918.

Em 1922, a senhora La Neele vendeu os Buissonnets para Sociedade imobiliária das peregrinações e a família Castel ficou como guardiã até a chegada das Oblatas, em 1932.

Na última guerra mundial, uma enorme bomba caiu nos jardins dos Buissonnets, mas não detonou!

Nos Buissonnets, o peregrino tem muita coisa para ver, contemplar e meditar. Do centro da cidade, pode-se chegar aos Buissonnets de carro ou mesmo a pé. 0 carro deverá ficar no estacionamento que fica no sopé da ladeira, que leva aos Buissonnets. Entra-se por um portão principal e logo se está no jardim frontal da casa. A visão do edifício, que está bem conservado é muito impressionante. A casa parece muito grande, o que de fato não o é por dentro.

As Oblatas de Santa Teresa, atenciosas irmãs, recebem com carinho os peregrinos e os orientam na visita mediante o uso de um gravador com fita cassete, que explica aos peregrinos cada parte da casa, no idioma dos visitantes, inclusive em língua portuguesa com pronúncia brasileira.

Nos jardins, avista-se logo o Belvedere, ou seja, a mansarda, onde Teresa costurava, à tardinha. Ali ficava com Celina em profundas contemplações das coisas espirituais.

Ao entrar na casa que tem a fachada de tijolos vermelhos transparentes, o peregrino começa a sentir bem de perto toda a vida familiar de Santa Teresinha. Na casa, no rés do chão se pode ver a cozinha com a chaminé e a sala de jantar.

A chaminé servia não somente para cozinhar os alimentos, mas também para esquentar a casa no inverno. Como não havia água encanada na casa, a água necessária era tirada por uma bomba que ficava no jardim. Teresinha não tinha nenhuma obrigação na cozinha e no verão se servia da mesa redonda, que havia para preparar seus deveres no jardim. Foi nessa cozinha, que se a conversão de Teresinha na noite de natal de 1 886.

Na cozinha também se pode ver duas portas. Uma porta leva a uma sala onde se lavava a louça e a outra a um gabinete de trabalho das Martins mais velhas, e onde o Sr. Martin recitava poemas para suas filhas. A sala de jantar pode ser vista da porta. Uma escada leva à parte de cima. No meio da escada, vê-se uma porta que conduzia diretamente ao jardim.

Na parte superior da casa, o peregrino visita logo o quarto de Teresinha, onde Nossa Senhora Ihe sorriu, quando ela estava muito doente (13/5/1 883). Em seguida, vem o quarto do Sr. Martin, que servia também, algumas vezes, de sala de estar. Dá ainda para se ver o primeiro quarto de Teresa (e de Celina); a vitrina das 1ernbranças de Teresinha, que fica no quarto que era de Paulina, Maria e Leônia. A parte onde ficam as 1embranças era reservada a Leônia, cujo compartimento era separado do resto do quarto por um tabique.

Por trás da casa, há um grande jardim, onde a menina Teresa brincava no seu ba1anço, fazia seus altares, cultivava suas plantas e onde estavam também os sanitários e o galinheiro.

Na fachada posterior podem ser vistas duas mansardas. Uma foi transformada por Teresa num verdadeiro bazar; na outra, a da direita, a Santa teve urna visão profética sobre seu pai em 1879 ou 1880.

No jardim de trás contempla-se um belo monumento, que representa Teresa pedindo a seu pai a permissão para entrar no Carmelo (29/5/1887). Foi aí que seu pai lhe deu uma florzinha, que servirá, mais tarde, a Teresinha como tema de sua autobiografia: "História primaveril de uma florzinha branca.

Ainda na fachada posterior se pode ver a janela da adega, onde se conservavam as barricas de cidra.

Contornando a casa pela direita, ao sair do jardim posterior; encontra-se um quiosque, onde havia a bomba de água e, mais adiante, ficava a casinha de Tom, o cãozinho de Santa Teresinha.

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