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domingo, 14 de agosto de 2011

A Santa Missa - Uma breve explicação sobre o Santo Sacríficio

A Santa Missa

Uma breve explicação sobre o Santo Sacríficio

Introdução

Primeira parte: O sacramento da Eucaristia

o § 1º Do que é a Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus

Cristo neste Sacramento.

Segunda parte: Do Santo Sacrificio da Missa

o § 1º Da essência, da instituição e dos fins do Santo Sacrificio da

Missa.

Terceira parte: O conhecimento e a compreensão das orações e

cerimônias da Santa Missa

o § 1º Do conhecimento profundo da Santa Missa

o § 2º Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a Paixão

e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as ações e palavras do

sacerdote

o § 3o Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a

Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as vestimentas do

sacerdote

Introdução

A Igreja e os santos sempre ensinaram que as coisas ocorridas no Antigo

Testamento são prefigurações daquelas que aconteceriam no Novo Testamento.

Isso quer dizer que Deus, para poupar a fraqueza do homem e para ensinarlhe

as verdades da Revelação de modo gradativo e adequado à nossa inteligência,

quis ou permitiu que ocorressem os fatos do Antigo Testamento para que estes

servissem como analogias em relação aos fatos que se realizariam no futuro, no

Novo Testamento. Além de utilizar os fatos ocorridos no Antigo Testamento

com a finalidade de preparar os homens para o que seria revelado no Novo

Testamento, Deus se utilizou também das profecias. E é assim que vemos, no

Antigo Testamento, a Santa Missa prefigurada por muitos fatos e também predita

pelos profetas. Dentre os fatos do Antigo Testamento que são prefigurações do

Santo Sacrifício da Missa estão:

1. o oferecimento de pão e vinho a Deus por Melquisedec, sacerdote e rei de

Salém (Gen. 14, 1820);

2. o maná, sustento milagroso que o Senhor fazia cair todas as manhãs em torno

do campo dos hebreus no deserto, depois de terem saído do Egito guiados

por Moisés (Ex. 16, 436). O maná era um alimento descido do céu. Nosso

Senhor na Santa Eucaristia é o Pão vivo descido do céu. – O maná substituía

todos os alimentos, tendo nele todos os sabores. A Santa Eucaristia é o pão

por excelência: basta para todas as necessidades da alma. – O maná durou até

que os hebreus entrassem na terra prometida. A Santa Eucaristia nos será

dada até que entremos no céu, onde veremos face à face o Deus que

recebemos, no Sacramento, sob o véu de pão.

Várias coisas a respeito da vinda e da obra de Jesus Cristo foram também

preditas pelos profetas, e uma delas é o Sacrifício da Missa, que seria instituído

por Nosso Senhor e que se haveria de oferecer por toda a terra.

O profeta Malaquias nos mostra Deus irritado com as negligências e as provas

de má vontade dos sacerdotes judeus da Antiga Lei quando ofereciam os

sacrifícios:

“O filho honra seu pai, e o servo reverencia o seu senhor. Se eu, pois, sou vosso pai,

onde está a minha honra? E se eu sou o vosso Senhor, onde está o temor que se me

deve? diz o Senhor dos exércitos. Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu

nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu nome? Vós ofereceis sobre o meu

altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós? Nisso que dizeis: A mesa

do Senhor está desprezada. Se vós ofereceis uma hóstia cega para ser imolada, não

é isto mau? E se ofereceis uma que é coxa e doente, não é isto mau? Oferecei estes

animais ao vosso governador, e vereis se eles lhe agradarão, ou se ele vos receberá

com agrado, diz o Senhor dos Exércitos” (Mal. 1, 68).

Diante disto, Deus, pela boca do profeta, se mostra resolvido a rejeitar e abolir os

sacrifícios antigos: “O meu afeto não está em vós, diz o Senhor dos exércitos; nem

eu receberei algum donativo de vossa mão” (Mal 1, 10).

E passa a anunciar um Sacrifício Novo, oferecido em toda a terra: “Porque desde o

nascente do sol até o poente é o meu nome grande entre as gentes, e em todo

lugar se sacrifica e se oferece ao meu nome uma oblação pura(Mal. 1, 11).

A expressão “do nascente do sol até o poente” é usada nas Escrituras para

significar o mundo inteiro. A palavra “gentes” é sempre empregada na Escritura

para significar os gentios, os povos que não são o povo israelita.

Esta oblaçãoa que o profeta se refere não é tomada no sentido metafórico de

oração ou sacrifício espiritual ou esmola: ela vem substituir os sacrifícios dos

sacerdotes da Antiga Lei.

E não se refere diretamente ao Sacrifício cruento da Cruz, pois este foi oferecido

em um só lugar, uma vez só, no monte Calvário, ao passo que aqui se trata de um

sacrifício oferecido em todo lugar, de modo a tornar o nome do Senhor

engrandecido entre as gentes: a Santa Missa, renovação incruenta daquele

mesmo Sacrificio do Calvário. O fato de Deus ter usado de figuras e profecias no

Antigo Testamento com a finalidade de preparar o povo escolhido para aceitar o

Sacrifício da Missa mostranos a grande importância deste mesmo Sacrifício e a

grande estima que Deus tem por ele. A finalidade deste pequeno trabalho é

tornar mais conhecido este Sacrifício tão estimado por Deus e que tem tão

grande valor, expondo seu significado e as verdades que ele exprime, e que estão

contidas em cada palavra e ação do sacerdote.

Primeira parte: o Sacramento da Eucaristia

§ 1° Do que é a Santíssima Eucaristia e da presença real de Jesus Cristo

neste Sacramento

1. Que é o Sacramento da Eucaristia?

A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável conversão de toda a

substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no

seu preciso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue,

Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, debaixo das espécies de

pão e de vinho, para ser nosso alimento espiritual.

2. Na Eucaristia está o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu,

na terra, da Santíssima Virgem?

Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e

que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem.

3. Por que acreditais que no Sacramento da Eucaristia está

verdadeiramente presente Jesus Cristo?

Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente

Jesus Cristo porque Ele mesmo o disse, e Ele, sendo Deus, não pode mentir. E

assim nolo ensina a Santa Igreja.

4. Que é a hóstia antes da consagração?

A hóstia antes da consagração é pão de trigo.

5. Depois da consagração, que é a hóstia?

Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus

Cristo, debaixo das aparências de pão.

6. Que está no cálice antes da consagração?

No cálice, antes da consagração, está vinho de uva com algumas gotas de água.

7. Depois da consagração, que há no cálice?

Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus

Cristo, debaixo das aparências de vinho.

8. Quando se faz a mudança do pão no Corpo e do vinho no Sangue de

Jesus Cristo?

A conversão do pão no Corpo e do vinho no Sangue de Jesus Cristo de faz

precisamente no ato em que o sacerdote, na Santa Missa, pronuncia as palavras

da consagração.

9. Que é a consagração?

A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por

Jesus Cristo na Última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu

Sangue adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.

10. Como é chamada pela Igreja a miraculosa conversão do pão e do vinho

no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo?

Esta miraculosa conversão, que todos os dias se opera sobre os nossos altares, é

chamada pela Igreja de transubstanciação.

11. Quem deu tanto poder às palavras da consagração?

Foi o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, Deus onipotente, que deu tanto poder às

palavras da consagração.

12. Devese

adorar a Eucaristia?

A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque Ela contém verdadeira, real e

substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.

13. Quando instituiu Jesus Cristo o Sacramento da Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Eucaristia na Última Ceia que celebrou

com seus discípulos, na noite que precedeu sua Paixão.

14. Por que instituiu Jesus Cristo a Santíssima Eucaristia?

Jesus Cristo instituiu a Santíssima Eucaristia por três razões principais: 1a. para

ser o sacrifício da Nova Lei; 2a. para ser alimento de nossa alma; 3a. para ser um

memorial perpétuo da sua Paixão e Morte, e um penhor precioso do seu amor

para conosco e da vida eterna.

Referências: Extraído do Catecismo Maior de São Pio X ± Quarta parte, Capítulo

IV.

Segunda parte: Do Santo Sacrificio da Missa

§ 1 Da essência, da instituição e dos fins do Santo Sacrificio da Missa

1. A Eucaristia deve ser considerada só como Sacramento?

A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício permanente

da Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus pelas

mãos dos seus sacerdotes.

2. Como se chama este sacrificio da Nova Lei?

Este sacrifício da Nova Lei chamase Santa Missa.

3. Que é, então, a Santa Missa?

A Santa Missa é a renovação do sacrifício que Jesus Cristo fez no Calvário.

Entretanto, o sacrifício do Calvário foi feito por Jesus Cristo de forma cruenta,

isto é, com derramamento de sangue, ao passo que na Santa Missa esse mesmo

sacrifício é renovado por Jesus Cristo de forma incruenta, isto é, sem

derramamento de sangue. Na Santa Missa Nosso Senhor Jesus Cristo se imola

novamente para nossa salvação, como Ele fizera no Calvário, embora na Santa

Missa seja sem sofrimento físico.

4. Então o Sacrificio da Missa é o mesmo que o da Cruz?

Sim, o Sacrifício da Missa é substancialmente o mesmo que o da Cruz, porque o

mesmo Jesus Cristo, que se ofereceu sobre a Cruz, é que se oferece pelas mãos

dos sacerdotes, seus ministros, sobre os nossos altares. Mas quanto ao modo

como é oferecido, o sacrifício da Missa difere do da Cruz, conservando todavia a

relação mais íntima e essencial com ele.

5. Que diferença, pois, e que relação há entre o Sacrificio da Missa e o da

Cruz?

Entre o Sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz há esta diferença e esta relação:

Jesus Cristo sobre a Cruz se ofereceu derramando o seu sangue e merecendo

para nós; ao passo que sobre os altares Ele se sacrifica sem derramamento de

sangue, e nos aplica os frutos de sua Paixão e Morte.

6. Não é porventura o Sacrificio da Cruz o único sacrificio da Nova Lei?

O Sacrifício da Cruz é o único sacrifício da Nova Lei, porque por meio dele Nosso

Senhor aplacou a Justiça Divina, adquiriu todos os merecimentos necessários

para nos salvar, e assim consumou de sua parte a nossa redenção. São estes

merecimentos que Ele nos aplica pelos meios que instituiu na sua Igreja, entre os

quais está o Santo Sacrifício da Missa.

7. Para que fins se oferece o Santo Sacrificio da Missa?

Oferecese o Santo Sacrifício da Missa para quatro fins: 1o. para adorálo como

convém, e sob este aspecto o sacrifício é latrêutico; 2o. para Lhe dar graças pelos

seus benefícios, e sob este aspecto o sacrifício é eucarístico; 3o. para aplacálo,

para Lhe dar a devida satisfação pelos nossos pecados, e sob este aspecto o

sacrifício é propiciatório; 4o.para alcançar todas as graças que nos são

necessária, e sob este aspecto o sacrifício é impetratório.

8. Quem oferece a Deus o Santo Sacrificio da Missa?

O primeiro e principal oferente do Santo Sacrifício da Missa é Jesus Cristo, e o

sacerdote é o ministro que em nome de Jesus Cristo oferece este sacrifício ao Pai

Eterno.

9. Quem instituiu o Santo Sacrificio da Missa?

Foi o próprio Jesus Cristo quem instituiu o Santo Sacrifício da Missa, quando

instituiu o Sacramento da Eucaristia, e disse que ele fosse feito em memória de

sua paixão.

10. A quem se oferece o Santo Sacrificio da Missa?

O Santo Sacrifício da Missa oferecese só a Deus.

11. Se a Santa Missa se oferece só a Deus, por que se celebram tantas Missas

em honra da Santíssima Virgem e dos Santos?

A Missa celebrada em honra da Santíssima Virgem e dos Santos é sempre um

sacrifício oferecido só a Deus; dizse, porém, celebrada em honra da Santíssima

Virgem e dos Santos para louvar a Deus neles pelos dons que lhes concedeu, e

para alcançar, pela intercessão deles, em maior abundância, as graças de que

necessitamos.

12. Quem participa dos frutos da Santa Missa?

Toda a Igreja participa dos frutos da Missa, mas particularmente: 1o. o sacerdote

e os que assistem à Missa; 2o. aqueles por quem se aplica a Missa, a que podem

ser vivos ou defuntos.

13. Terminada a Missa, que devemos fazer?

Terminada a Missa, devemos das graças a Deus por nos ter concedido a graça de

assistir a este grande sacrifício e pedirLhe perdão das faltas cometidas enquanto

a assistíamos.

Referências: Extraído do Catecismo Maior de São Pio X ± Quarta parte, Capítulo

IV.

Terceira parte: O conhecimento e a compreensão das orações e

cerimônias da Santa Missa

§ 1º Do conhecimento profundo da Santa Missa

1. É necessário conhecer profundamente a Santa Missa?

Um ato de religião praticado com tanta freqüência, tão precioso em suas graças, e

tão consolador em seus frutos, é desejoso que se conheça o mais possível, na

medida de nossas capacidades.

2. Como podemos conhecer mais profundamente a Santa Missa?

Podemos conhecêla mais profundamente estudando seus mistérios, seus

dogmas, a moral que ela encerra, e até os menores detalhes de suas cerimônias e

orações.

3. Para que devemos conhecer tudo isto?

Para que a Santa Missa, que é o centro do culto católico, desperte os mais vivos

sentimentos de religião e de piedade.

4. Que mais devemos conhecer da Santa Missa?

Devemos conhecer suas palavras sagradas; cada ação e cada movimento do

sacerdote; cada palavra que ele pronuncia para nos lembrar que um Deus se

imola por nós, e que nós também devemos nos imolar com Ele e por Ele.

5. Que mais é salutar conhecer?

Devemos saber as grandes vantagens espirituais que um conhecimento mais

íntimo da Santa Missa proporciona aos fiéis, com a explicação literal de suas

orações e cerimônias.

6. Deus exige de todos os fiéis um conhecimento profundo e detalhado da

Santa Missa?

Não. Deus supre com a fé o conhecimento que não foi possível adquirir e jamais

irá desprezar o sacrifício de um coração arrependido e humilhado (Sal. 50, 19).

7. Por acaso a Igreja ocultaria aos fiéis algum mistério da Santa Missa?

Não. Na Igreja nada há de oculto e Ela jamais pretendeu ocultar qualquer

mistério aos fiéis, seja da Santa Missa ou de qualquer outra cerimônia litúrgica.

8. Com que estado de espírito devemos assistir a Santa Missa?

Devemos deixar fora da igreja a indiferença e o tédio, a dissipação e o escândalo

e sermos, na igreja, adoradores em espírito e verdade.

§ 2º Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a

Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as ações e

palavras do sacerdote

1. Quando foi celebrada a primeira Missa? Podese e devese crer que a

primeira Missa foi celebrada no Cenáculo, à véspera da morte de Salvador.

2. Que paralelo podemos fazer entre o Cenáculo e a Santa Missa? Podemos

estabelecer o seguinte paralelo:

Cenáculo Santa Missa

Jesus dirigese ao Cenáculo:

acompanhado dos seus apóstolos,

chega ao Cenáculo, onde estava

preparada a mesa do sacrifício e da

comunhão.

O sacerdote dirigese ao altar,

precedido dos seus ministros, onde

tudo está disposto para o sacrifício da

Santa Missa.

Jesus deixa a mesa depois da ceia

prescrita pela Lei, humilhase ao lavar

os pés dos apóstolos e os manda que se

lavem mutuamente, voltando, depois, a

ocupar o seu lugar à mesa.

O sacerdote desce ao pé do altar,

mesmo puro de faltas graves, para

lavarse e purificarse das faltas mais

leves. Por isso o sacerdote faz a

confissão mútua com os assistentes,

subindo depois ao altar.

Jesus sentase à mesa eucarristica:

instrui seus apóstolos e lhes dá o

resumo de sua doutrina, dizendo: “ Eu

vos dei o exemplo para que façais como

eu fiz” (Jo. 13).

O sacerdote faz no altar a instrução

pública e preparatória, com o objetivo

de explanar estes dizeres profundos de

S. Justino: “ Só pode participar da

eucaristia aquele que crê que nossa

doutrina é verdadeira, que recebeu a

remissão dos pecados e que vive como

Jesus ensina” (Apologia, 2).

Jesus toma o pão e o vinho num cálice,

e os abençoa.

O sacerdote toma o pão e o vinho num

cálice: eis a oblação, as orações e

bênçãos que a acompanham.

Jesus deu graças, elevando os olhos aos

céus: embora os evangelistas não

registrem as palavras de que Jesus se

serviu nesta ação de graças, sabemos

pela Tradição que Ele enumerou os

benefícios da criação, da providência e

da redenção, que iriam se concentrar

nesta vítima adorável; depois o Senhor

partiu o pão e o deu aos seus discípulos

dizendo: “ Isto é o meu corpo”; em

seguida os deu também o cálice,

dizendo: “ Isto é o meu sangue”. Eis a

fórmula da consagração. É a comunhão

O sacerdote emprega as mesmas

palavras e gestos no Cânon da Missa,

repetindo a fórmula da consagração: É

a comunhão na Santa Missa.

no Cenáculo.

Jesus pronuncia um hino de ação de

graças

O sacerdote termina o Santo Sacrifício

da Missa com a ação de graças.

3. O que fizeram Jesus e os apóstolos após a Ceia?

Os apóstolos saíram do Cenáculo com o seu Mestre, e se dirigiram ao Horto das

Oliveiras, para serem testemunhas da renovação e da consumação do grande

sacrifício da Cruz, da mesma forma que o sacerdote se dirige ao santuário,

subindo ao altar.

4. Que paralelo podemos estabelecer entre a Paixão, Morte e Ressurreição

de Cristo e a Santa Missa?

Podemos estabelecer o seguinte paralelo:

Cenas da Paixão, Morte e

Ressureição de Nosso Senhor Jesus

Cristo

Cenas da Missa

Jesus ora no Horto, com o rosto

prostrado na terra em agonia.

O sacerdote, ao pé do altar, recita o

Confiteor, em humilde postura.

Jesus, amarrado, sobe a Jerusalém. O sacerdote, cingido com todos os

paramentos, sobe ao altar.

Jesus foi, de tribunal em tribunal,

instruindo o povo, seus acusadores e

seus juizes.

O sacerdote vai de um ao outro lado do

altar, para multiplicar e difundir a

instrução preparatória.

Jesus Cristo, assim que sentenciado e

despojado de suas roupas, oferece seu

corpo à flagelação, prelúdio da sua

execução e morte.

O sacerdote descobre as oblações,

retirando o véu que cobre o cálice e a

hóstia, ainda não consagrados, e faz a

oferenda do pão e do vinho, que vão

ser consagrados, e cuja substância vai

ser consumida.

Jesus é pregado na cruz. Jesus se torna presente no altar com as

palavras da Consagração

Jesus é suspenso na Cruz, entre o céu e

a terra.

Como no momento da Elevação, na

Missa.

Jesus expira na cruz. O sacerdote parte a Hóstia, indicando,

visivelmente, esta morte

Jesus é colocado no sepulcro. Na Comunhão, Jesus é recebido pelo

sacerdote e pelos fiéis.

Jesus ressuscita glorioso. A ressurreição é significada pelo

lançamento de um fragmento da hóstia

consagrada (o corpo de Cristo) no

cálice que contém o sangue de Cristo,

na hora em que o sacerdote diz a

oração “ Pax Domini sit semper

vobiscum”, fazendo cinco cruzes sobre

o cálice e fora dele. O sacerdote pede o

efeito desta vida nova através das

orações após a Comunhão.

Jesus sobe aos céus, abençoando sua

Igreja.

O sacerdote se despede dos fiéis e os

abençoa.

Jesus envia o Espírito Santo aos seus

discípulos.

No final da missa, é lido o início do

Evangelho de S. João, que nos exorta a

tornarnos filhos de Deus, dirigidos e

movidos pelo seu Espírito, conforme

estas palavras do apóstolo S. Paulo:

"aqueles que são conduzidos pelo

Espírito de Deus, são filhos de Deus"

(Rom. 8, 14).

5. Que relação há entre a Santa Missa e as palavras de Cristo na Última

Ceia?

Nosso Senhor instituiu, após a Última Ceia, a parte essencial das orações e

cerimônias da Santa Missa.

6. Quem estabeleceu as orações e cerimônias das outras partes?

As orações e cerimônias das outras partes foram estabelecidas pelos apóstolos,

pela Tradição e pela Igreja, que acrescentaram o que convinha à dignidade do

Santo Sacrifício, em nada alterando o substancial da Instituição Divina.

Referências: Extraído do Catecismo da Santa Missa

§ 3o Da celebração da primeira Missa e da sua relação com a

Paixão e a Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo: as vestimentas

do sacerdote

1. O sacerdote deve usar vestes específicas para rezar a Santa Missa?

Sim, o sacerdote deve usar vestes específicas para rezar a Santa Missa.

2. Estas vestes que o sacerdote deve usar para rezar a Santa Missa nos

remetem ao que sofreu Nosso Senhor em sua Paixão e em sua Morte na

Cruz?

Sim, as vestes que o sacerdote deve usar na Santa Missa nos remetem ao que

Nosso Senhor sofreu em sua Paixão e em sua Morte na Cruz.

3. Estas vestes sacerdotais nos lembram mais alguma coisa?

Sim. Estas vestes nos lembram diversas virtudes que devemos nos esforçar para

possuir e diversas boas obras que devemos praticar.

4. Quais são as vestimentas do sacerdote que vai celebrar a Santa Missa?

As vestimentas do sacerdote que vai celebrar a Santa Missa são o amito, a alva, o

cíngulo, o manípulo, a estola e a casula.

5. O que é o amito?

O amito é um véu branco que o sacerdote passa sobre a cabeça e com que cobre

os ombros. Remete a coroa de espinhos com a qual Nosso Senhor Jesus Cristo foi

coroado. O amito recordanos que devemos sempre ter pensamentos puros,

combatendo sobretudo aqueles que nos vêm contra a castidade. Lembranos

também a modéstia das palavras e o cuidado que devemos ter de não conversar

inutilmente na Igreja.

amito

6. O que é a alva?

A alva é uma túnica branca, larga e que desce até os pés do sacerdote. Remete à

túnica branca com a qual Herodes mandou vestir a Cristo, para dizer que era

louco. A alva recordanos de que seremos chamados de loucos pelo mundo se

formos fiéis a Nosso Senhor, seguindoLhe os passos e renunciando às ilusões

deste mundo para alcançarmos nossa recompensa no Céu. O fato da alva descer

até os pés significa que devemos perseverar nas boas obras. E o símbolo da

pureza que o padre deve ter ao rezar a Santa Missa e que os fiéis dever também

ter ao assistila.

Alva

7. O que é o cíngulo?

O cíngulo é uma corda com a qual o sacerdote aperta a alva na altura da cintura.

Remetenos aos açoites da flagelação de Nosso Senhor, bem como a corda com a

qual amarraram Nosso Senhor para puxálo. Lembranos as virtudes da fortaleza

e da castidade.

Cíngilo

8. O que é o manípulo?

O manípulo é um pano que o sacerdote traz no braço esquerdo. Sua origem está

no fato de que os filósofos gregos levavam no braço um pano para enxugarem o

suor do rosto quando ensinavam nas praças; bem como no fato de que os

trabalhadores também levavam um pano no braço para enxugarem o suor do

rosto enquanto trabalhavam. Remetenos às cordas que ataram as mãos de

Nosso Senhor. Lembranos a autoridade que o sacerdote tem para pregar a

verdade, bem como de que devemos trabalhar para conseguirmos o Céu, fazendo

boas obras.

Manípulo

9. O que é a estola?

A estola é um ornato que o sacerdote traz em torno do pescoço e que cruza sobre

o peito. Remetenos à Cruz que Nosso Senhor carregou. Ela é o símbolo da

dignidade e do poder do sacerdote, e nos lembra o respeito que devemos ter

para com os padres. O fato da estola ser cruzada no peito do sacerdote significa

também a troca que os judeus e gentios fizeram na crucificação de Jesus Cristo,

passando os judeus da mão direita para a esquerda e os gentios da mão esquerda

para a direita de Deus.

Estola

10. O que é a casula?

A casula é um manto aberto dos lados e que o sacerdote põe por cima de todos

os outros paramentos. Remetenos ao pano vermelho com o qual os soldados

romanos vestiram a Nosso Senhor, para zombaLo (Jo. 19, 13). Lembranos a

virtude da caridade, que deve animar as nossas obras e orações. Lembranos

também o jugo da Cruz de Cristo que assumimos no Batismo. E por isso que se

desenha uma cruz atrás da casula.

Casula

Referências: Extraído do “ Catecismo de Perseverança” ± Quarta parte,lição XII ±

Abade Gaume ± Porto, Livraria Chardron, 1901, 4ë Edição.

Para citar este texto:

Pio Papa V Fonte: "A Santa Missa uma breve explicação sobre o Santo Sacríficio"

MONTFORT Associação Cultural

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