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sábado, 13 de agosto de 2011

Santa Dorotéa - 6 de Fevereiro

Segundo Anna Catarina Emmerich
"Vi uma cidade importante, situada numa região montanhosa, (Cesaréia, na Capadócia) e no jardim de uma casa de estilo romano, vi brincando três meninas, de 5 a 8 anos.
Seguravam-se umas às outras pelas mãos, ora dançando em roda, ora parando, cantavam e colhiam flores.
Depois de ter brincado por algum tempo, vi as duas meninas mais velhas separarem-se da mais nova, afastando-se com as flores, que depois desfolharam.
A pequena parecia afligir-se muito, vendo as outras se afastarem para o outro lado do jardim. Vi que a menina abandonada ficou com uma profunda dor no coração, da qual eu compartilhava.
O rosto empalideceu-lhe e ao mesmo tempo o vestidinho se lhe tornou branco como a neve e ela caiu como morta no chão.
Então ouvi uma voz no coração: "Esta é Dorotéa." Vi no mesmo instante se lhe aproximar a aparição de um menino resplandecente, que tinha na mão um ramalhete de flores, levantou-a e conduzindo-a ao outro lado do jardim, entregou-lhe o ramalhete e desapareceu.
A menina ficou muito contente e correndo para as duas outras, mostrou-lhes as flores, contando quem lhas tinha dado.
Estas se admiraram muito, abraçaram a pequena, parecendo arrepender-se da ofensa, de modo que a paz se restabeleceu entre elas.
A vista disso, nasceu no meu coração o desejo de receber também mais uma vez tais flores, para me confortar.
Apareceu-me então de repente Dorotéa, como virgem, exortando-me com belas palavras a fazer uma boa preparação para a Santa Comunhão e disse-me: "Como é que desejas tanto as flores, recebendo tantas vezes a flor das flores?"
Explicou-me também a significação daquela visão das meninas, que se referia à apostasia e conversão das duas meninas mais velhas.
Depois tive uma visão da morte da mártir.
Vi-a, com as duas irmãs, num cárcere e vi que tinham uma questão.
As duas irmãs negavam-se a morrer por Cristo e foram postas em liberdade.
Depois vi Dorotéa diante do juiz, que a mandou levar às duas apóstatas, na esperança de fazê-Ia seguir-lhe o exemplo e ser seduzida pelas palavras das pecadoras.
Mas ao contrário, Dorotéa fê-Ias voltar à fé cristã. Foi então amarrada a um poste.
Rasgaram-lhe a carne com ganchos, queimaram-lhe os lados com fachos e afinal foi degolada.
A vista disto, vi converter-se um jovem (Teófilo), que a tinha escarnecido no caminho do suplício e a quem ela respondera algumas palavras.
Vi diante dele a aparição de um menino resplandecente, trazendo flores e frutas.
O moço arrependeu-se e confessou abertamente a fé cristã; sofreu também o martírio e foi decapitado.
Junto com Dorotéa, foram muitos outros torturados e queimados."

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