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sábado, 13 de agosto de 2011

Santa Ágata - 5 de Fevereiro

Segundo Anna Catarina Emmerich
"Os pais de Ágata moravam em Palermo; a mãe era ocultamente cristã, o pai era pagão.
Vi que a mãe lhe ensinava às escondidas a doutrina cristã.
Desde os primeiros anos da infância, alimentava grande intimidade com Jesus.
Vi como Ágata se tornou maravilhosamente pura e forte de coração; cooperava sempre com a graça, negando consentimento mesmo às menores impurezas e imperfeições e castigava-se a si mesma pelas últimas.
Ao deitar-se, à noite, estava o Anjo da guarda muitas vezes ao lado, lembrando-lhe o que tinha esquecido e ela corria a fazê-lo.
Era uma oração ou esmola ou qualquer coisa referente ao amor, pureza, humildade, obediência, misericórdia, vigilância contra o pecado.
Desde criança, se esgueirava muitas vezes furtivamente, com esmolas e alimentos para os pobres.
Era uma alma belíssima e muito querida de Jesus, mas em contínua luta.
Vi-a açoitar-se e beliscar-se, para punir a concupiscência e as menores faltas.
Com todas essas severidades, permanecia entretanto sempre franca, corajosa e desembaraçada.
Quando tinha cerca de oito ou nove anos, vi-a levada com algumas outras meninas, num carro, a Catânea.
Ia por vontade do pai, que queria que recebesse uma educação livre pagã.
Foi entregue a uma mulher impertinente, que tinha ainda cinco filhas em casa.
Estas faziam todo o esforço possível para desviar Ágata da virtude.
Vi-as passearem com ela em belos jardins, mostrando-lhe lindos vestidos e jóias; mas a menina conservava-se sempre a mesma, sem manifestar nenhum interesse por tais coisas.
Era muito bonita, não muito alta, mas de formas perfeitas.
Tinha o cabelo preto, grandes olhos escuros, o nariz de forma bonita, o rosto de um belo oval; tinha um gênio suave, mas firme, manifestando em todo o seu ser uma admirável fortaleza da alma.
Vi que a mãe morreu de tristeza e saudade, durante a ausência da filha.
Em casa da mulher vi como Ágata combatia com coragem e fiel perseverança a sua natureza, resistindo a todas as tentações.
Quintiano, que condenou mais tarde ao martírio, vinha freqüentemente a esta casa.
Não gostava da esposa, era um homem repugnante, de um gênio baixo e orgulhoso, andava a espreitar em toda a cidade, para depois atormentar ou intrigar as pessoas.
Vi-o com aquela mulher e olhando às vezes para Ágata, como se olha uma menina bonita; não a tratava, porém, de modo inconveniente.
Vi então ao lado de Ágata o Esposo celeste, visível só para ela.
Mostrava-lhe os instrumentos do martírio.
Mais tarde a vi novamente na cidade natal após a morte do pai.
Tinha cerca de treze anos. Confessava em público a fé cristã e vivia com gente boa.
Ví que foi tirada de casa por homens enviados por Quintiano; veio de novo para a casa daquela mulher, onde tinha novamente aparições do Esposo celeste.
Vi também como a mulher tentava de todos os modos seduzir Ágata, com lisonjas, prazeres e divertimentos; ouvi como Ágata uma vez lhe respondeu conforme a doutrina do Esposo divino; quando a mulher quis seduzí-la com palavras para uma licenciosidade, respondeu-lhe:
"O teu corpo e sangue são criaturas de Deus, como a serpente também o é; mas o que fala em ti é o demônio."
Vi as freqüentes visitas de Quintiano à casa dessa mulher e conheci-lhe muito também dois amigos.
Depois vi Ágata ser lançada no cárcere, interrogada e açoitada. Cortaram-lhe os seios. Vi muitas vezes nos martírios o instrumento com que o fizeram e com o qual arrancavam grandes pedaços de carne dos corpos dos santos.
Mas estes sentiam um auxílio milagroso de Jesus, que muitas vezes vejo refrigerá-los. Assim não desfaleciam, quando outros teriam caído desmaiados.
Vi Ágata depois no cárcere, onde lhe apareceu um ancião. Dizendo que viera curar-lhe os seios. A donzela respondeu, agradecendo, que nunca usara remédios terrenos e que tinha o seu Senhor Jesus Cristo, que a poderia curar, se quisesse.
Disse-lhe o ancião: "Sou cristão e já muito velho, não tenhas medo de mim."
Ágata, porém, responde "As minhas feridas não têm nada que ofenda a castidade.
Jesus curar-me-á, se for sua vontade; Ele criou o mundo e pode também criar os meus seios."
Então vi o ancião sorrir, dizendo: "Pois sou o servo dEle, eis que os teus seios já estão curados" - e então desapareceu.
Ágata foi conduzida mais uma vez ao martírio.
Num quarto abobadado havia fogões, sob os quais faziam fogo; tinham o feitio de caixotes profundos e nos lados interiores havia muitas pontas agudas e cortantes.
Estavam ali muitos desses caixões, um ao lado do outro. As vezes eram diversos homens que neles eram torturados.
Podia-se passar por entre os caixões, sob os quais ardia o fogo e assim eram assados vivos os que neles estavam deitados sobre cacos cortantes.
Quando Santa Ágata foi lançada num tal caixão, tremeu a terra, um muro desabou matando os dois amigos de Quintiano.
O povo amotinou-se, ameaçando Quintiano, que fugiu. A santa Virgem foi levada novamente ao cárcere onde morreu.
Quanto a Quintiano, morreu afogado num rio, quando estava fazendo uma viagem para confiscar os bens de Ágata.
Vi também, numa época posterior, que um monte vomitava fogo e que o povo fugia diante da massa ardente, para o sepulcro de Ágata, opondo a tampa do sepulcro ao fogo, que se extinguiu."
Santa Ágata, Santa Petronila e Santa Tecla foram as três virgens mártires mais heróicas, segundo diz a piedosa vidente.
Santa Petrolina, era enteada de São Pedro, contribuiu muito para a propagação do Reino de Cristo; comemora-se-lhe a festa no dia 31 de Maio.
Santa Tecla era discípula de São Paulo; celebra-se-lhe a festa a 23 de Setembro.

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