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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Novena ao Santíssimo Sacramento - Adoração Eucarística II

Orações finais para todos os dias
Pai-Nosso.

Oração de pedido humilde e confiante
Senhor, concedei-me todas as graças espirituais e temporais que sabeis serem úteis à minha alma;
Socorrei os meus parentes, benfeitores, amigos e almas do Purgatório. Amém.

Jaculatórias
Graças e louvores se dêem a todo momento, ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento.
Jesus, eu confio em Vós!


Primeiro Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6,22-27)
"No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar percebeu que aí havia um único barco e que Jesus não tinha entrado nele com os seus discípulos; eles haviam partido sozinhos.
Outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão.
Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiu aos barcos e veio para Cafarnaum, à procura de Jesus.
Encontrando-o do outro lado do mar, disseram-lhe:
Rabi, quando chegaste aqui? Respondeu-lhes Jesus:
Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não por terdes visto sinais, mas porque comestes dos pães e vos saciastes.
Trabalhai, não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, alimento que o Filho do Homem vos dará, pois Deus, o Pai, o marcou com um selo."

Reflexão Teológica:
Conforme uma feliz expressão de São Tomás, citado pelo Concílio Vaticano II, a Eucaristia é "a plenitude da vida espiritual.
Temos na Eucaristia tudo aquilo que Deus fez e fará para os homens na história da Salvação".
"Na Eucaristia encerra-se todo o bem espiritual da Igreja, isto é, o mesmo Cristo."
Participar na Eucaristia significa não somente receber o Cristo para a nossa salvação, mas também nos empenharmos como sacrifício pessoal, através de uma maior disponibilidade para servir aos outros.
Por isto disse Jesus:
"Fazei isto em memória de mim."
A Missa é sacrifício de Cristo e sacrifício da comunidade.
Terminar com as orações finais.


Segundo Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6,28-33)
"Disseram-lhe então: "Que faremos para trabalhar nas obras de Deus?"
Respondeu-lhes Jesus: A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou.
Então lhe perguntaram:
"Que sinal realizas, para que vejamos e creiamos em ti?
Que obra fazes? Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito:
Deu-lhes pão do céu a comer".
Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade, vos digo:
Não foi Moisés quem vos deu o pão do céu, mas é meu Pai quem vos dá o verdadeiro pão do céu, porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo."

Reflexão Teológica:
A comunidade que participa da Eucaristia é convidada a oferecer-se unida ao sacerdote.
Portanto, não basta unir-se em oração, louvar o Senhor pelos favores que nos proporcionou, e rezar pedindo ajuda e apoio.
É necessário se empenhar pessoalmente numa oferta espiritual.
O que oferecer? O nosso modo de ser, o nosso modo de agir e de viver, para que se torne cada vez mais conforme o que Deus deseja de suas criaturas.
Isto é trabalhar nas obras de Deus.
A Eucaristia não alcança plenamente o seu fim, se não for um culto em espírito e verdade, como Jesus Cristo falou sobre isto em diálogo com a samaritana, mostrando quem são os verdadeiros adoradores:
Um culto empenhado em nossa vida e que nos faça testemunhas convictas do amor de Cristo, o Caminho, a Verdade e a Vida.
Terminar com as orações finais.


Terceiro Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6,32-35)
"...Em verdade, em verdade, vos digo:
Não foi Moisés quem vos deu o pão do céu, mas é meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu, porque o pão de Deus é o pão que desce do céu e dá vida ao mundo.
Disseram-lhe: "Senhor, dá-nos sempre deste pão".
Jesus disse: Eu sou o pão da vida."

Reflexão Teológica:
Quis Jesus que a Eucaristia tomasse a forma de banquete.
A grandeza desse banquete decorre do fato de que o mesmo Cristo quis ser para os seus comida e bebida.
A Eucaristia mostra de verdade as relações de amizade que estreitou com os discípulos e de tornar esta intimidade ainda mais profunda, porque ele não quer somente permanecer com os seus, mas ficar neles.
E pede a eles permanecer com Ele e ficar n'Ele.
Foi esta a intenção pela qual Cristo desejou ardentemente comer a Páscoa com os seus, antes de morrer. (Lc 22,15).
Terminar com as orações finais.


Quarto Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6, 35-40)
"Jesus disse-lhes "EU SOU" o pão da vida.
Quem vem a mim, nunca mais terá fome e o que crê em mim nunca mais terá sede.
Eu, porém, vos afirmo: vós me vedes, mas não acreditais.
Todo aquele que o Pai me der virá a mim e quem vem a mim eu não rejeitarei, pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou, e a vontade daquele que me enviou é esta: que eu não perca nada dos que me deu, mas o ressuscite no último dia.
Sim, esta é a vontade de meu Pai:
Quem vê o Filho e nele crê tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia."

Reflexão Teológica:
A instituição da Eucaristia permitiu a Jesus realizar a sua mais profunda aspiração, a de estabelecer a mais íntima união com aqueles que amava e pelos quais estava para consumar sobre a Cruz a sua existência terrena.
Permitiu-lhe também renová-la, multiplicando-a no tempo e no espaço.
Assim se compreende também por que Jesus exigiria da parte dos Doze uma adesão de fé na Eucaristia, e por que deixaria ir aqueles que recusaram crer na promessa de sua carne ser dada em alimento e seu sangue ser dado em bebida.
Era uma recusa de intimidade com Ele, à qual Cristo, não para o seu mas para o nosso bem, atribuía um grande valor.
O drama das relações entre Deus e os homens encontra sua profundidade na Eucaristia, porque o dom extremo barra contra a indiferença e a incredulidade de muitos, se dá na Eucaristia porque precisamos dela para viver com sinceridade o nosso empenho cristão.
Terminar com as orações finais.


Quinto Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6, 41-46)
"Os judeus murmuravam, então, contra ele, porque dissera:
"Eu sou o pão descido do céu". E diziam: "Este não é Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe conhecemos?
Como diz agora: "Eu desci do céu?" Jesus lhes respondeu: Não murmureis entre vós. Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E todos serão ensinados por Deus. Quem escuta o ensinamento do Pai e dele aprende, vem a mim.
Não que alguém tenha visto o Pai: só aquele que vem de junto de Deus viu o Pai."

Reflexão Teológica:
Não nos esqueçamos que na intenção de Jesus a Comunhão não é recompensa para os justos e para os puros, mas conforto, sustento e auxílio para os débeis e fracos.
Quando Pio X quis promover a Comunhão freqüente, declarou em particular que a Comunhão cotidiana é o remédio cotidiano para as cotidianas fraquezas e fragilidades.
Por outro lado, quem pode permanecer tão puro e tão digno para merecer e receber a Comunhão?
Antes que Ele venha a nós, todos sentimos a necessidade de repetir com convicção:
"Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo".
Sabemos que precisamente foi esta a atitude do publicano, bem evidenciada na parábola evangélica, que agradou ao Senhor mais do que o fariseu, que se considerava perto da perfeição.
Terminar com as orações finais.


Sexto Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6, 47-51)
"Em verdade, em verdade, vos digo: aquele que crê tem a vida eterna.
Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram.
Este pão é o que desce do céu para que não pereça quem dele comer.
Eu sou o pão vivo descido do céu.
Quem comer deste pão viverá eternamente. O pão que eu darei, é a minha carne para a vida do mundo."

Reflexão Teológica:
O sinal de banquete é expressivo: come-se para recuperar as energias perdidas, ou para reforçar aquela que já possuímos.
Quanto mais tomamos consciência da nossa fraqueza e das nossas necessidades espirituais, mais devemos recorrer a este sacramento e crer na força que Cristo Eucarístico quer nos comunicar.
Todos nós temos tanta necessidade de coragem, paciência e perseverança no bem.
O preceito de Jesus, de nos amarmos mutuamente como Cristo nos amou, é exigente.
Isto exige de nossa parte fortes reservas de devoção autêntica, de bondade, de compreensão que pessoalmente não possuímos e que nos são oferecidas de uma maneira particular pela Eucaristia.
Se a Eucaristia fosse mais recebida sempre como força de amor, a reconciliação entre os homens seria mais fácil e mais freqüente; mais generoso seria também o perdão pelas ofensas recebidas.
Terminar com as orações finais.


Sétimo Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6,52-59)
"Os judeus altercavam-se, dizendo:
Como este homem pode dar-nos a sua carne a comer?
Jesus lhes respondeu então: "Em verdade, em verdade, vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia.
Pois a minha carne é verdadeira comida e meu sangue, verdadeira bebida.
Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele.
Assim como o meu Pai, que vive, me enviou e eu vivo pelo Pai, também aquele que comer de mim viverá por mim. Este é o pão que desceu do céu.
Ele não é como o que os vossos pais comeram e pereceram; quem come este pão viverá para sempre."

Reflexão Teológica:
O sinal do banquete eucarístico, verdadeiramente exprime a profunda realidade de uma Comunhão com a pessoa de Cristo, a doação de sua vida e de seu espírito como princípio de vida nova, o esforço de sua assimilação e a participação ao seu sacrifício. Entre as disposições que a celebração Eucarística suscita e desenvolve, uma das mais características é a alegria. Pois o Cristo Eucarístico é o Cristo Ressuscitado; Ele traz consigo a grande alegria da Ressurreição, do triunfo e da Vitória, como Ele mesmo prometera:
"O vosso coração alegrar-se-á, e ninguém poderá tirar-lhes a alegria". (Jo 16,22).
Graças à Eucaristia, a vida cristã pode desenvolver-se num clima de alegria expressiva.
A participação à Eucaristia tende a renovar o impulso que anima os cristãos, faz com que a religião não se torne um peso insuportável de obrigações, que nos torna resignados ou nos neguemos a carregar este peso, mas uma expressão de vida e regozijo profundo. A Comunhão do Corpo e do Sangue de Cristo, outra coisa não faz que mudar-nos naquilo que com fé assimilamos.
Terminar com as orações finais.


Oitavo Dia
Leitura Bíblica: (Jo 6, 60-66)
"Muitos de seus discípulos, ouvindo-o, disseram:
Esta palavra é dura: quem pode escutá-la?
Compreendendo que seus discípulos murmuravam por causa disso, Jesus lhes disse:
"Isto vos escandaliza?
E quando virdes o Filho do Homem subir onde estava antes?
O espírito é que vivifica, a carne para nada serve.
As palavras que vos disse são espírito e vida.
Alguns de vós, porém, não crêem".
Jesus sabia, com efeito, desde o princípio, quais o que não acreditavam e quem era aquele que o entregaria.
E dizia: Por isso vos afirmei que ninguém pode vir a mim, se isto não lhe for concedido pelo Pai.
A partir de então, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele."

Reflexão Teológica:
"O espírito é que vivifica".
O encontro com Jesus nos renova.
Neste nosso encontro com Jesus-Sacramento, devem prevalecer as atitudes próprias da oração eucarística:
Agradecimento, a oferta da própria vida, a intenção de por todos os homens agradecer.
Devemos renovar diante de Cristo a nossa Comunhão com Ele, no sacramento de sua presença.
Tal Comunhão se realiza com o colóquio familiar de palavras ou de silêncio, daquele que é a Palavra feita carne, resposta definitiva da vontade do Pai, e que em síntese contém todas as palavras da revelação.
É diante do Tabernáculo que a oração nas suas formas mais simples e nas mais elevadas igualmente tem o valor e lugar privilegiado.
Terminar com as orações finais.


Nono Dia
"Então, disse Jesus aos Doze: "Não quereis também vós partir?"
Simão Pedro respondeu-lhe: "Senhor, a quem iremos?
Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus".
Respondeu-lhes Jesus: "Não vos escolhi, eu, os Doze?
No entanto, um de vós é um demônio!"
Falava de Judas, filho de Simão, o Iscariotes.
Este, um dos Doze, o haveria de entregar".

Reflexão Teológica:
Existem tantas maravilhas no cristianismo, mas corremos o risco de nos acostumarmos, a ponto de não mais enxergá-las.
Entre estas maravilhas está a Eucaristia.
Ao grande desejo de Cristo, deveria corresponder o nosso desejo de acolhê-lo plenamente na nossa existência, a fim de produzir em nossa vida de cada dia todos aqueles frutos de caridade, dos quais os homens e nossos irmãos necessitam.
Consultamos realmente e com freqüência Cristo Eucarístico para os nossos problemas e nos momentos difíceis? Temos certeza de encontrar nEle a serenidade que procuramos?
"Sem mim, nada podeis fazer" - disse Jesus. Seria ideal responder a estas perguntas como São Pedro:
"Senhor, a quem iremos? Tens palavras de vida eterna e nós cremos e reconhecemos que és o Santo de Deus".

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