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domingo, 14 de agosto de 2011

A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

A GRANDEZA DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA1

Por Edward Saint-Omer

1) Na Santa Missa é Jesus Cristo a ví@ma

O Concílio de Trento diz da Santa Missa (Ceci. 22):

Devemos reconhecer que nenhum outro ato pode ser

praticado pelos fiéis que seja tão santo como a

celebração deste tremendo mistério. O próprio Deus

Todo-Poderoso não pode fazer que exista uma ação

mais sublime e santa do que o sacrifício da Missa.

Este sacrifício de nossos altares ultrapassa

imensamente todos os sacrifícios do Antigo

Testamento, pois que já não são bois e cordeiros que

são sacrificados, mas é o próprio Filho de Deus que

se oferece em sacrifício. “O judeu tinha o animal

para o sacrifício, o cristão tem Cristo”, escreve o

venerável Pedro de Clugny; “seu sacrifício é, pois,

tanto mais precioso quanto mais acima de todos os

sacrifícios dos judeus está em Jesus Cristo”. E

acrescenta que, para os servos (isto é, para os

judeus, no Antigo Testamento), não convinham

outros animais senão aqueles que eram destinados ao serviço do homem; para os

amigos e filhos foi Jesus Cristo reservado “como cordeiro que nos livra do pecado e

da morte eterna” (Ep. Cont. Petrobr.). Tem, portanto, razão S. Lourenço Justiniano ao

dizer que não há sacrifício maior, mais portentoso e mais agradável a Deus do que o

santo sacrifício da Missa (Sermo de Euch.).

S. João Crisóstomo diz que durante a Santa Missa o altar está circundado de

anjos que aí se reúnem para adorar a Jesus Cristo, que, nesse sacrifício sublime, é

oferecido ao Pai celeste (De sac., 1.6). Que cristão poderá duvidar, escreve S.

Gregório (Dial. 4, c. 58), que os céus se abram à voz do sacerdote, durante esse santo

sacrifício, e que coros de anjos assistam a esse sublime mistério de Jesus Cristo. S.

Agostinho chega até a dizer que os anjos se colocam ao lado do sacerdote para servilo

como ajudantes.

2) Na Santa Missa é Jesus Cristo o oferente principal

O Concílio de Trento (Ceci. 22, c.2) ensina-nos também que neste sacrifício

do corpo e sangue de Jesus Cristo é o próprio Salvador que oferece em primeiro lugar

esse sacrifício, mas que o faz pelas mãos do sacerdote que ele escolheu para seu

ministro e representante. Já antes dissera S. Cipriano: “O sacerdote exerce realmente

o oficio de Jesus Cristo” (Ep. 62). Por isso o sacerdote diz, na elevação: “Isto é o meu

corpo; este é o cálice de meu sangue”.

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 1

1Baseado na doutrina de Santo Afonso Maria de Ligório, doutor da Igreja.

Fonte: http://www.santotomas.com.br/missa/grandezamissa.asp

Belarmino (De Euch. 1.6, c. 4) escreve que o santo sacrifício da Missa é

oferecido por Jesus Cristo, pela Igreja e pelo sacerdote; não, porém, do mesmo modo

por todos: Jesus Cristo oferece como o sacerdote principal, ou como o oferente

próprio, mas por intermédio de um homem, que é ao mesmo tempo sacerdote e

ministro de Cristo; a Igreja não oferece como sacerdotisa, por meio de seu ministro,

mas como povo, por intermédio do sacerdote; o sacerdote, finalmente, oferece como

ministro de Jesus Cristo e como medianeiro de todo o povo.

Jesus Cristo, contudo, é sempre o sacerdote principal na Santa Missa, em que

ele se oferece continuamente e sob as espécies de pão e de vinho por intermédio dos

sacerdotes, seus ministros, que representam a pessoa de Jesus Cristo, quando

celebram os santos mistérios. Por isso diz o Quarto Concílio de Latrão (Cap. Firmatur,

de Sum. Trinit.) que Jesus Cristo é ao mesmo tempo o sacerdote e o sacrifício. De

fato, convém à dignidade deste sacrifício que ele não seja oferecido, em primeiro

lugar, por homens pecadores, mas por um sumo sacerdote que não esteja sujeito ao

pecado, mas que seja santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e mais

elevado que os céus (Heb. 7, 20).

3) A Santa Missa é uma representação e renovação do sacriKcio da cruz

Segundo S. Tomás (Off. Ss. Sac., 1.4), o Salvador nos deixou o SS.

Sacramento para conservar viva entre nós a lembrança dos bens que nos adquiriu e do

amor que nos testemunhou com sua morte. Por isso o mesmo Doutor chama a Sagrada

Eucaristia “um manancial perene da paixão”.

Ao assistires, pois, à Santa Missa, pondera que a hóstia que o sacerdote

oferece é o próprio Salvador que por ti sacrificou seu sangue e sua vida. Entretanto, a

Santa Missa não é somente uma representação do sacrifício da cruz, “mas também

uma renovação do mesmo sacrifício, porque em ambos é o mesmo sacerdote e a

mesma vítima, a saber, o Filho de Deus Humanado. Só no modo de oferecer há uma

diferença: o sacrifício da cruz foi oferecido com derramamento de sangue; o

sacrifício da Missa é incruento; na cruz, Jesus morreu realmente; aqui, morre só

misticamente”(Conc. Trid., Sess. 22, c. 2).

Representa-te, durante a Santa Missa, te achares no monte Calvário, para

ofereceres a Deus o sangue e a vida de seu adorável Filho, e, ao receberes a santa

comunhão, representa--te beberes seu precioso sangue das chagas do Salvador.

Pondera também que em cada Missa se renova a obra da redenção, de maneira que, se

Jesus Cristo não tivesse morrido na cruz, o mundo receberia, com a celebração de

uma só Missa, os mesmos benefícios que a morte do Salvador lhe trouxe. Cada Missa

que é celebrada encerra em si todos os grandes bens que a morte na cruz nos trouxe,

diz S. Tomás (In Jo 6, lect. 6). Pelo sacrifício do altar nos é aplicado o sacrifício da

cruz. A paixão de Jesus Cristo nos habilitou à redenção; a Santa Missa faz-nos entrar

na posse dela e comunica-nos os merecimentos de Jesus Cristo.

4) A Santa Missa é o maior presente de Deus

Na Santa Missa Jesus Cristo mesmo dá-se a nós. É uma verdade de Fé que o

Verbo Encarnado se obrigou a obedecer ao sacerdote, quando ele pronuncia as

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 2

palavras da consagração, e a vir às suas mãos sob as espécies de pão e de vinho. Ficase

estupefato por Deus ter obedecido outrora a Josué e mandado ao sol que parasse,

quando disse: “Sol, não te movas de Gabaon, e tu, ó lua, do vale de Ajalon” (Jos 10,

12). Entretanto, muito mais admirável é que Deus mesmo desce ao altar ou a qualquer

outro lugar a que o Padre o chama com umas poucas palavras, e isso tantas vezes

quantas é chamado pelo sacerdote, mesmo que este seja seu inimigo. E, tendo vindo,

põe-se o Senhor à inteira disposição do sacerdote; este o leva, à vontade, de um lugar

para o outro, coloca-o sobre o altar, fecha-o no tabernáculo, tira-o da igreja, toma-o na

santa comunhão, e o dá em alimento a outros. S. Boaventura diz que o Senhor, em

cada Missa, faz ao mundo um benefício igual àquele que lhe fez outrora pela

encarnação (De inst. Novit., p. 1, c. 1). Se Jesus Cristo não tivesse vindo ao mundo, o

sacerdote, pronunciando as palavras da consagração, o introduziria nele. “Oh!

dignidade sublime a do sacerdote”, exclama por isso S. Agostinho (Mol. Inst.. Sach.,

t. 1, c. 5), “em cujas mãos o Filho de Deus se reveste de carne, como no seio da

Virgem Mãe”.

Numa palavra, a Santa Missa, conforme a predição do profeta (Zac 9, 17), é a

coisa mais preciosa e bela que possui a Igreja: “Qual é o seu bem e qual a sua

formosura senão o pão dos escolhidos e o vinho que gera virgens?” S. Bartolorneu

(De inst. Nov., 1. c) diz que a Santa Missa nos põe diante dos olhos todo o amor que

Deus nos dedicou, e que é, de certo modo, um compêndio de todos os benefícios que

ele nos fez. Por isso o demônio se esforçou sempre para retirar do mundo a Santa

Missa por meio dos hereges; estes se mostram assim como precursores do Anticristo,

que procurará, antes de tudo, impedir a celebração da Santa Missa, o que ele, de fato,

conseguirá, conforme a profecia de Daniel (Dan 8, 12): “E lhe será dado o poder

contra o sacrifício perene por causa dos pecados”.

QUADRÚPLICE FIM DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA

1) A Santa Missa é um sacriKcio latrêu@co

No Antigo Testamento procuravam os homens honrar a Deus por toda a

espécie de sacrifícios; no Novo Testamento, porém, presta-se maior a honra a Deus

com um só sacrifício da Missa do que com todos os sacrifícios do Antigo Testamento,

que eram só figuras e sombras da sagrada Eucaristia. Pela Santa Missa se presta a

Deus a honra que lhe é devida, porque, por meio dela, recebe ele a mesma honra

infinita que Jesus Cristo lhe prestara sacrificando-se na cruz. Uma só Missa presta a

Deus maior honra que todas as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos

dos apóstolos, todos os sofrimentos dos mártires, todo o amor dos serafins e mesmo

da Mãe de Deus, porque todas as honras dos homens são de natureza finita, enquanto

a honra que Deus recebe pelo santo sacrifício da Missa é infinita, visto que lhe é

prestada por uma pessoa divina.

Devemos por isso reconhecer, com o santo Concílio de Trento, que a Santa

Missa é a mais santa e divina de todas as obras (Sess. 22). Nosso Senhor morreu

especialmente para esse fim, para poder criar sacerdotes do Novo Testamento. Não

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 3

era necessário que o Salvador morresse para remir o mundo; uma só gota de seu

sangue, uma lágrima, uma só oração teria bastado para operar a salvação de todos,

porque, sendo essa oração de valor infinito, seria suficiente para remir não só o

mundo, mas também mil mundos. Para criar, porém, um sacerdote, devia Jesus Cristo

morrer, pois, do contrário, donde se tiraria esse sacrifício que agora oferecem a Deus

os sacerdotes do Novo Testamento, esse santo e imaculado sacrifício que, por si só,

basta para dar a Deus a honra que lhe é devida? Ainda que se sacrificasse a vida de

todos os anjos e santos, mesmo assim esse sacrifício não prestaria a Deus essa honra

infinita que lhe dá uma única Santa Missa.

2) A Santa Missa é um sacriKcio propiciatório

Que a Santa Missa é verdadeiramente um sacrifício propiciatório, que inclina

Deus a nos perdoar não só a pena mas também a culpa dos pecados, pode-se deduzir

já da instituição da sagrada Eucaristia, que foi feita especialmente para a remissão dos

pecados: “Este é o meu sangue, que será derramado por muitos, para a remissão dos

pecados”, disse Jesus Cristo (Mt 26, 28). A Santa Missa perdoa até os maiores

pecados, não imediatamente, mas só mediatamente, como afirmam os teólogos, isto é,

Deus, em consideração ao sacrifício do altar, concede a graça que leva o homem a

detestar seus pecados e a purificar-se deles no sacramento da penitência. Quanto às

penas temporais, que devem ser expiadas depois da destruição da culpa, são elas

perdoadas por virtude da Santa Missa, ao menos parcialmente, quando não de todo.

Numa palavra, a Santa Missa abre os tesouros da divina misericórdia em favor dos

pecadores.

Desgraçados de nós se não houvesse esse grande sacrifício, que impede à

justiça divina que nos envie os castigos que merecemos por nossos pecados: é certo

que todos os sacrifícios do Antigo Testamento não podiam aplacar a ira de Deus

contra os pecadores. Se se sacrificasse a vida de todos os homens e anjos, a justiça

divina não seria satisfeita devidamente nem sequer por uma única falta que a criatura

tivesse cometido contra seu Criador. Só Jesus Cristo podia satisfazer por nossos

pecados: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo 2, 2). Por isso o Padre

Eterno enviou seu Filho ao mundo, para que se fizesse homem mortal e, pelo

sacrifício de sua vida, O reconciliasse com os pecadores. Esse sacrifício é renovado

em cada Missa. Não ha dúvida: o sangue inocente do Redentor clama muito mais

fortemente por misericórdia em nosso favor que o sangue de Abel por vingança contra

Caim.

Mas também pelos defuntos pode ser oferecido este sacrifício. Por isso o

sacerdote, na Santa Missa, pede ao Senhor que se recorde de seus servos que partiram

para a outra vida e dormem o sono da paz, e que lhes conceda, pelos merecimentos de

Jesus Cristo, o lugar de repouso, da luz e da paz. Se o amor de Deus que possuem as

almas ao sair desta vida não basta para purificá-las, essa falta fica reparada pelo fogo

do purgatório; muito melhor, porém, a repara o amor de Jesus Cristo por meio do

sacrifício eucarístico, que traz às almas grande alívio e, muitas vezes, até a libertação

completa de seus sofrimentos. O Concílio de Trento declara que as almas que sofrem

no purgatório, pela intercessão dos fiéis, mas em especial pelo santo sacrifício da

Missa, podem ser muito auxiliadas. E acrescenta (Sess. 22, c. 2) que isso é uma

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 4

tradição apostólica. Santo Agostinho exorta-nos a oferecer o sacrifício da Santa Missa

por todos os defuntos, para o caso de que não possa aproveitar às almas por que

pedimos.

3) A Santa Missa é um sacriKcio eucarís@co

É justo e razoável que agradeçamos a Deus os benefícios que nos fez em sua

infinita bondade. Mas que digno agradecimento podemos dar-lhe nós, miseráveis? Se

Deus nos tivesse dado uma única vez um sinal de sua afeição, estaríamos obrigados a

um agradecimento infinito, porque esse sinal de amor seria o favor e dom de um Deus

infinito. Mas eis que o Senhor nos deu esse meio de cumprir com nossa obrigação e

de agradecer-lhe na Santa Missa a Jesus Cristo. Dessa maneira dá-se a Deus o mais

perfeito agradecimento e satisfação; pois, quando o sacerdote celebra a Santa Missa,

dá-lhe um digno agradecimento por todas as graças, mesmo por aquelas que foram

concedidas aos santos no céu; tal ação de graças, porém, não podem prestar a Deus

todos os santos juntos, de maneira que também nesse respeito a dignidade sacerdotal

sobrepuja todas as dignidades, não excetuadas as do céu.

A vítima que é oferecida ao Eterno Pai na Santa Missa é seu próprio Filho, em

quem pôs toda a sua complacência. Por isso dirigia Davi suas vistas a este sacrifício,

quando excogitava um meio de agradecer a Nosso Senhor pelas graças recebidas:

Que darei ao Senhor por tudo o que ele me tem feito?” pergunta ele, e responde:

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor” (Sl 115, 12). O próprio

Jesus Cristo agradeceu a seu Pai celeste todos os benefícios que tinha feito aos

homens, por meio deste sacrifício: “E, tomando o cálice, deu graças e disse: Tomai-o

e distribuí-o entre vós” (Lc 22, 17).

4) A Santa Missa é um sacriKcio impetratório

Se já temos a segura promessa de alcançar tudo que pedimos a Deus em nome

de Jesus Cristo (Jo 16, 23), muito maior deve ser a nossa confiança se oferecemos a

Deus seu próprio Filho. Este nosso amante Salvador roga por nós sem cessar lá no céu

(Rom 8, 34), mas, de modo todo especial, durante a Santa Missa, em que se sacrifica a

seu Eterno Pai, pelas mãos do sacerdote, para nos alcançar suas graças. Se

soubéssemos que todos os santos e a Santíssima Virgem estão rezando por nós, com

que confiança não esperaríamos de Deus os maiores favores e graças. Está, porém,

fora de dúvida que um só rogo de Jesus Cristo pode infinitamente mais que todas as

súplicas dos santos.

No Antigo Testamento era permitido unicamente ao sumo sacerdote, e isso

uma só vez no ano, entrar no santo dos santos; hoje, porém, todos os sacerdotes

podem sacrificar todos os dias ao Eterno Pai o cordeiro divino, para alcançar de Deus

graças para si e para todo o povo.

O sacerdote sobe ao altar para ser o intercessor de todos os pecadores. “Ele

exerce o oficio de um medianeiro”, diz S. Lourenço Justiniano (Sermo de Euchar.), “e

por isso deve ser um intercessor para todos os que pecam”. “Dessa maneira”, diz S.

Crisóstomo, “está o Padre no altar, no meio, entre Deus e o homem; oferece a Deus

as súplicas dos homens e alcança-lhes as graças de que precisam” (Hom. 5 in Jo).

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 5

Deus distribui a todo o tempo, sempre que é rogado em nome de Jesus Cristo, suas

graças, mas ele as distribui com mais largueza durante a Santa Missa, atendendo às

súplicas do sacerdote, diz S. Crisóstomo; pois essas súplicas são então acompanhadas

e secundadas pela oração de Jesus Cristo, que é o sacerdote principal, visto que é ele

mesmo que se oferece neste sacrifício para nos alcançar graças de seu. Eterno Pai.

Segundo o Concílio de Trento (Sess. 22, c.2), é especialmente durante a Santa

Missa que o Senhor “está sentado naquele trono de graças”, ao qual devemos nos

chegar, diz o Apóstolo, “para alcançar misericórdia e encontrar graças no momento

oportuno” (Heb 4, 16). Até os anjos esperam o tempo da Santa Missa, diz S.

Crisóstomo (Hom. 13. De incomp. Dei nat.), para pedir com mais resultado por nós, e

ele acrescenta que dificilmente se alcançará aquilo que não se consegue durante a

Santa Missa.

A Santíssima Virgem, depondo uma vez o Menino Jesus nos braços de S.

Francisca Farnese, disse-lhe: Eis aqui o meu Filho; aprende a torná-lo favorável a ti,

oferecendo--o muitas vezes a Deus. Dize, por isso, a Deus, quando vires presente no

altar o divino Cordeiro: Ó Pai Eterno, ofereço-vos hoje todas as virtudes, todos os

atos e todos os afetos de vosso mui amado Filho. Recebei-os por mim, e por seus

merecimentos, que Ele nos deu e, por isso, são meus, dai-me as graças que Jesus

Cristo pedir por mim. Ofereço-vos esses merecimentos para vos agradecer por todas

as misericórdias que tendes usado comigo e para satisfazer por meus pecados. Pelos

merecimentos de Jesus Cristo espero alcançar de vós todas as graças, o perdão, a

perseverança, o céu, mas especialmente o mais precioso de todos os dons, o vosso

puro e santo amor.

A Grandeza do Santo Sacrifício da Missa 6

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