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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Ato de Confiança (M. I. P. M. Fedeli )

Ó minha doce Mãe, eu não queria
Ter essa triste e morna covardia,
Ter essa torpe falta de coragem
Que enlaça e mata aqueles que não agem.

Eu não queria amar Nosso Senhor
Com um mesquinho, tíbio e fraco amor,
Com um amor que só dá por medida,
Que pesa o dom e poupa a própria vida,

Mas com amor ardente e valoroso,
Constante, forte, puro e generoso,
Que, solitário, assim me enchesse a alma
De paz fremente, santa, sábia e calma.

Mas Vós sabeis, ó Mãe doce e clemente,
Quão miserável, quão estultamente,
Em minha alma abri largas feridas
E como foram rotas e perdidas

As graças - tantas - dadas por piedade
E quantas vezes foi minha maldade
Capaz de ser mais forte e poderosa
Que o bem que Vós me dáveis, Mãe bondosa,

E como tanto mal acumulado,
Tanta fraqueza vil, tanto pecado,
Não vence a vossa graça sem violência,
Nem vence sem lutar vossa clemência.

Mas Vós, Senhora, sois e Virgem Pura,
Que faz filhos de Deus da pedra dura
E eu espero - firme e confiante -
Em vossa onipotência suplicante.

Pois, se esmagastes já o vil dragão,
Com vossa imaculada conceição
E o mundo, tão falaz e movediço -
O tende sob os pés preso e submisso,

De mim bem fácil Vós tereis vitória,
Que essa derrota só tenho por glória.
Eis todo o meu alento e confiança,
Sois vós, ó minha Mãe, minha esperança.

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