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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Orações para antes e depois da meditação, com exame dela (Santo Antonio Maria Claret )

O primeiro ato de cada dia

Se começa desta maneira.

De joelhos se diz:

Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos X inimigos. Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amém.

Vinde, Espírito Criador,

visitai as almas dos Vossos,

enchei de graça celestial,

os corações que criastes.

Sois o Divino Consolador,

o dom do Deus Altíssimo,

fonte viva, o fogo, a caridade,

a unção dos espirituais.

Com os Vossos sete dons,

sois o dedo da direita de Deus,

Solene promessa do Pai,

Inspirando nossas palavras.

Acendei a luz nos sentidos;

insuflai o amor nos corações,

amparai na constante virtude

a nossa carne enfraquecida.

Afastai para longe o inimigo,

Trazei-nos prontamente a paz;

Assim guiados por Vós

Evitaremos todo o mal.

Por Vós explicar-se-á o Pai,

E conheceremos o Filho;

Dai-nos crer sempre em Vós

Espírito do Pai e do Filho.

Glória ao Pai, Senhor,

Ao Filho que ressuscitou

Assim como ao Consolador.

Por todos os séculos. Amém.

V/ Enviai, Senhor, o vosso espírito e tudo será criado.

R/ E renovareis a face da terra.

Ó Deus, que ilustrastes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, concedei-nos, pelo mesmo Espírito, saber o que é reto, e nos alegrarmos sempre com a sua consolação. Por Jesus Cristo Nosso Senhor. Amém.

Depois se rezam três Ave-Marias à Virgem Santíssima.

À vossa proteção recorremos Santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades; mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

R. Amen.

Em seguida um Pai-Nosso e uma Ave-Maria aos santos Anjos, outro a S. Inácio, e a algum outro Santo de tua devoção, como patronos dos santos exercícios.

Nota. Assim se fará cada dia no primeiro ato. Nos demais atos se dirá:

Veni, Sancte Spiritus, reple turoum corda fidelium, et tui amoris in eis ignem accende.

V/ Emítte Spíritum tuum, et creabúntur.

R/ Et renovábis fáciem terrae.

Oremus

Deus qui corda fidélium Sancti Spíritus illustratióne docuísti: da nobis in eódem Spíritu recta sápere; et de ejus semper consolatióne gaudére. Per Christum dominum nostrum. Amém.

Três Ave-Marias à pureza de Maria santíssima.

Atos que se farão cada dia e em cada meditação

Deus e Senhor meu, eu creio firmíssimamente que estais aqui presente.

Adoro-vos, Deus meu, com toda a atenção e afeto de meu coração e vos peço humildemente o perdão de todos os meus pecados.

Ofereço-vos, meu Senhor e meu Pai, esta meditação, e espero que me concedereis as graças de que necessito para fazê-la bem.

Com esse fim, recorro a Vós, Virgem Santíssima, minha Mãe, anjos e santos, para que intercedais por mim e me alcanceis aquilo que necessito para fazer com fruto esta meditação.

Amém.

Nota. Aqui se faz o primeiro preâmbulo, que é a composição de lugar conforme a meditação.

Em seguida o segundo preâmbulo, que consiste em pedir a graça, não em geral, mas especial, conforme a matéria da meditação.

Depois se começará com muita pausa a leitura da meditação, tendo-a como vinda de Deus, e aplicando seu conteúdo ao estado presente da alma, mediante o qual cada um verá em que se deve emendar, reformar ou melhorar. Fará propósitos práticos, e depois súplicas e colóquios, quer à Virgem, quer ao Filho de Deus, quer ao Pai eterno, a fim de obter a graça conveniente para executar o que propõe e para o que deseja.

Chegada a hora de concluir se dirá o Pai-Nosso.

Conclusão da meditação

Ação de graças

Eu vos agradeço, meu Deus, pelos bons pensamentos, afetos e inspirações que me comunicastes nesta meditação.

Oferecimento

Eu vos ofereço os propósitos que nela formei, e vos peço graça muito eficaz para pô-los em prática, e para esse fim suplico a vós, Maria, minha Mãe, anjos e santos, que intercedais por mim e me alcanceis esta graça.

Amém.

Exame da meditação

1) Antes de começar a meditação pensei sobre o ato que ia fazer, e com que finalidade?

2) Comecei a meditação com desejo eficaz de fazê-la bem e dela tirar proveito?

3) Preveni os propósitos que devia fazer, e as graças que devia pedir?

4) Avivei a fé na presença de Deus, crendo que falaria com o próprio Deus/

5) Ofereci-lhe a meditação, e pedi-lhe a graça para fazê-la com fruto?

6) Descuidei da composição de lugar?

7) Li com detenção os pontos, pensando que Deus meditação falava, e apliquei o que lia ao estado presente de minha alma?

8) Formei propósitos práticos?

9) Guardei a conveniente compostura do corpo?

10) Deixei-me vencer pelo sono ou preguiça?

11) Dei lugar a pensamentos inúteis?

12) Envaideci-me pelo fervor sensível?

13) Inquietei-me pelas securas ou por desolações?

14) Omiti os colóquios e súplicas?

15) Detive-me demasiadamente em discorrer, ou em outra operação do entendimento?

16) Detive-me pouco na moção dos afetos?

17) Abreviei a meditação devido a aridez, tentação ou outro pretexto?

18) Que propósitos formulei? Penso pô-los em prática hoje mesmo?

19) Pedi para esse fim a graça e tudo mais que necessito?

20) Deixei de rogar por aqueles a quem estou obrigado, o por toda Igreja?

Se houve falta, se pedirá perdão e se proporá emenda. Se não houve falta alguma, se darão graças a Deus por isso.

Por fim, aquilo que mais houver movido se recolherá como uma flor para tê-lo no coração durante todo o dia. Se houver facilidade se escreverá a fim de não esquecer, tal como adverte Santo Inácio.

Examinar-se depois da meditação é utilíssimo, tanto para o fruto da mesma, como para aprender o modo prático de fazê-la. Por isso, sempre que seja possível se deve fazê-lo, não só em tempo de exercícios, mas também todos os dias do ano.

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